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Xisto Bahia, compositor da primeira música gravada

Xisto_Bahia

Xisto Bahia, compositor da primeira música gravada no Brasil: o lundu "Isto é bom".

Por: Alex Paz – 20/02/2015

Nascido na capital baiana, filho do major Francisco de Paula Bahia e Teresa de Jesus Maria do Sacramento, no forte de Santo Antônio Além do Carmo, onde o pai era administrador, em 6 de agosto (ou talvez 5 de setembro) de 1841.

Desde cedo revelou uma propensão artística, atuando em peças de teatro e cantando em corais, tendo viajado por vários estados do país, e feito grande sucesso, se tornou cantor, compositor, violinista, violonista e dramaturgo.

Aos dezessete anos, os baianos já o viam cantando modinhas e lundus, tocando violão e compondo, tal como Iaiá, você quer morrer?

Em 1861, excursionando como ator pelo norte e nordeste do país, tocava e cantava chulas e lundus de sua autoria. Nunca estudou música, foi um músico intuitivo e autodidata.

Considerado pelo escritor Artur de Azevedo o "ator mais nacional que tivemos", Xisto escreveu e representou comédias da qual se destaca Duas páginas de um livro e, apenas como ator, Uma véspera de reis, de Artur de Azevedo.

Em 1880, no Rio de Janeiro, recebeu aplausos de D. Pedro II, pelo desempenho em Os perigos do coronel. Atuou, além do norte e nordeste, em São Paulo e Minas Gerais, sempre com sucesso.

Em 1891 transfere-se para o Rio de Janeiro e, largando por um ano a carreira artística, foi escrevente da penitenciária de Niterói.

Era casado com a atriz portuguesa Maria Vitorina de Lacerda Bahia, com quem teve quatro filhos. Ficou célebre, e teve grande popularidade no Segundo Reinado, com a modinha que musicou do poeta Plínio de Lima, Ainda e sempre, e o lundu Isto é bom, que foram lançados no primeiro disco gravado no Brasil, pela Casa Edison (selo Zon-O-Phone (alemã), em 1902.

As canções compostas A mulata e A preta mina foram regravadas pela Orquestra de Câmara Paulista no CD Sarau Brazil, de 2006. São uma das poucas gravações da obra.

Composições:

Ainda e sempre.

A mulata. Parceria com Melo de Morais Filho.

Isto é bom.

O camaleão.

O pescador. Parceria com Artur de Azevedo.

Tirana.

Yayá, quer morrer?