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Flora Purim

Flora_Purim

Flora Purim

Por: Alex Paz - 17/03/2015

Esta maravilhosa Cantora brasileira, nasceu no dia 6 de março de 1942, no Rio de Janeiro. Filha de um emigrante russo, tocador de violino, e de uma pianista brasileira, a música sempre marcou a sua vida. Ainda antes da partida da família para o exterior do Brasil, fugindo à repressão de um regime político militar que não coexistia bem com a comunidade artística, a jovem Flora já havia aprendido guitarra e piano e desenvolvido as suas competências vocais. Quando chega a Nova Iorque, em 1967, com o marido Airto Moreira, a sua marcante voz foi destaque junto dos notáveis do jazz americano, caindo nas graças do compositor e pianista Duke Pearson. Ele seria o primeiro músico americano a convidar Flora Purim para cantar ao seu lado, em palco e em estúdio. É contudo na companhia de Gil Evans, o maestro canadiense radicado na Califórnia, que a cantora atingiria um grande destaque na mídia. Com um carácter inspirador e de notável exigência, Evans consegue dar-lhe outras dimensões e perspetivas, numa bem-sucedida digressão com Flora pelos mais significativos clubes de jazz da época. Além disso, a série de concertos apresentou Flora Purim aos públicos americanos e, aos poucos, ela tornou-se uma das vocalistas mais requisitadas e respeitadas no meio artístico americano. Com a reputação em alta, Flora viria a trabalhar com o pianista Chick Corea e o saxofonista-tenor Stan Getz, integrando um novo movimento de jazz fusão. Parte dessa vaga de fundo seria representada por dois registos clássicos, em que o nome de Flora surge ao lado dos de Chick Corea, Stanley Clarke e Joe Farrell: Return to Forever (1971) e Light as a Feather (1972), ainda hoje considerados álbuns referenciais no desenvolvimento do jazz moderno e de fusão de estilos. Depois dessas edições, Chick Corea decidiu aprofundar o conceito experimental e elétrico e, em virtude de defenderem outro caminho, Airto Moreira e Flora Purim tomam um rumo artístico diferente. Airto, pouco depois, tocava ao lado de Miles Davis, ainda antes de fundar os míticos Weather Report. Flora Purim, por seu lado, editaria o primeiro álbum a título individual, em 1974. Logo nesse ano, no seguimento desse lançamento, a prestigiada Downbeat Magazine considerá-la-ia uma das cinco melhores vocalistas de jazz do ano.

 

Com nome feito no início da década de setenta, a cantora viria a colaborar em diversas edições de outros músicos, destacando-se a sua contribuição em discos de Carlos Santana, Hermeto Pascoal, Gil Evans, Chick Corea e Michey Hart. Retomaria a parceria artística com o marido já na década de 80, gravando com Airto dois álbuns para a Concord (Humble People e The Magicians). Em ambos os casos, Flora Purim seria nomeada para os Grammy. O prémio chegar-lhe-ia mais tarde, em 1992, pela participação vocal em dois álbuns premiados: Planet Drum, do baterista Mickey Hart, ex-Grateful Dead, e United Nations Orchestra, de Dizzy Gillespie.

O início da década de noventa marcou uma fase nova para Flora Purim. Com o marido, Airto, e o guitarrista/teclista José Neto, fundou uma banda de jazz latino, os Fourth World, em 1991. Numerosas atuações do coletivo e o compromisso com a editora britânica B&W Music levariam o nome de Flora ao mercado britânico e a colaborações pontuais com os produtores Gilles Peterson e Patrick Forge. Graças ao conhecimento destes, tanto Airto como Flora Purim, participam em edições discográficas relevantes na época, como o álbum Supernatural Feeling (1993), do quarteto James Taylor e Urban Species Listen (1994), dos Urban Species. Em 1995, a cantora protagoniza uma extensa digressão internacional, sempre na companhia do marido e mantendo a colaboração do guitarrista José Neto. As constantes viagens não impediram, contudo, a continuação da atividade de estúdio de Flora Purim. Speed of Light, editado em 1995, contava com uma longa lista de convidados especiais, entre os quais se destacavam alguns nomes relevantes do jazz contemporâneo, como Billy Cobham, Freddie Ravel, George Duke, David Zeiher, Walfredo Reyes, Alphonso Johnson, Changuito, Freddie Santiago e Giovanni Hidalgo. O registo mostrava um som moderno, adaptado às novas realidades dos anos noventa, distanciando Flora Purim do início de carreira marcado pelo experimentalismo, com Chick Corea. A partir daqui, sendo associada às tendências mais modernas do som, Flora dá passos firmes, solidificando o seu estatuto de cantora. Em 2002, ela e Airto Moreira são agraciados com a Ordem do Rio Branco, uma das mais importantes distinções do Estado brasileiro, atribuída pelo presidente de então, Fernando Henrique Cardoso. Era o reconhecimento oficial do trabalho de Flora em prol da promoção do Brasil e da divulgação da sua cultura além-fronteiras. Os anos seguintes registariam algumas edições discográficas meritórias e que, além dos encómios de gente célebre, também aproximaram Flora Purim de outras camadas de público.

 

 

Discografia:

1964, Flora é M.P.M.

1974, Butterfly Dreams

1974, 500 Miles High

1974, Stories to Tell

1976, Open Your Eyes, You Can Fly

1976, Encounter

1977, Nothing Will Be as it Was Tomorrow

1978, Everyday Everynight

1978, That's What She Said

1979, Carry On

1988, The Midnight Sun

1992, Queen of the Night

1995, Speed of Light

2000, Flora Purim sings Milton Nascimento

2001, Perpetual Emotion

2003, Speak No Evil