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Eliane Elias leva o Grammy de melhor disco

Eliane Elias leva o Grammy de melhor disco

Pianista brasileira leva o Grammy de melhor álbum de jazz latino

Fonte: Achei USA (19/02/2016)

Eliane Elias foi acordada às 5h30m, na primeira ligação do dia. Quando atendeu ao telefone para esta conversa, no fim da tarde de ontem, ao menos outras 12 entrevistas já haviam sido feitas. O ritual seguiria horas a fio, ela adiantou, reflexo do prêmio conquistado no Grammy — o de melhor álbum de jazz latino por “Made in Brazil” —, após sete indicações. Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma parabenizou a pianista e cantora brasileira pela vitória no Oscar da música, celebrado na segunda-feira. A despeito das felicitações, a artista é uma ilustre desconhecida no país.

— Fico um pouco frustrada. De todos os lugares onde faço show, aqui é onde sou menos conhecida. As pessoas não sabem que existe uma brasileira no jazz sendo tão bem recebida. Todo ano, me apresento em diferentes continentes, tenho que levar alegria para a minha casa também — ressalta Eliane, de 55 anos, com mais de dois milhões de discos vendidos e uma carreira que já ultrapassa três décadas (o primeiro disco, “Amanda”, o mesmo nome de sua única filha, foi lançado em 1984).

 

O prêmio foi anunciado antes da festa oficial, onde Taylor Swift se consagrou com o melhor álbum do ano. Adele e Lady Gaga, esta numa homenagem a David Bowie, apresentaram-se no evento, que destacou também o som da Alabama Shakes, ganhadora em três categorias — a banda, aliás, faz show no Circo Voador no dia 15 de março. Eliane não acompanhou nada de perto. A muitos quilômetros de distância, recebeu a boa notícia em São Paulo. Num dia de forte chuva, estava ilhada em casa. Festejou, ao lado dos pais e do marido, com pizza e vinho.

— Não dava para ir. Acabei de voltar do Japão e precisava fazer gravações por aqui. Se fosse ao prêmio, teria que voltar, e aí seriam duas viagens de 15 horas. Ia ficar puxado. Mas não me arrependo. Consegui comemorar aqui com minha família — conta ela, que mora em Manhattan, Nova Iorque, mas passa mais de 200 dias fora, envolvida em shows pelo mundo: — Estou mais fora do que em casa. Vivo em hotéis.

No roteiro de apresentações, contudo, cantar no Brasil é apenas um desejo reforçado.

— Adoraria fazer show por aqui, achar uma janelinha na minha agenda. Volto para o Japão, depois tem a Europa. Por enquanto, não tem nada marcado. Espero que o Grammy ajude a reverter isso. É a única coisa que espero que mude. Meu relacionamento com a música nada tem a ver com prêmio, sucesso ou dinheiro. Entrei nessa vida por amor.