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Altamiro Carrilho

Altamiro_Carrilho

ALTAMIRO CARRILHO

Por: Alex Paz – 10/04/2015

Altamiro Aquino Carrilho, instrumentista e compositor, nasceu na cidade de Santo Antônio de Pádua RJ, em 21 de dezembro de 1924. Ainda menino começou a tocar numa flautinha de bambu. Concluiu apenas o curso primário, pois, quando tinha nove anos, seu pai ficou muito doente e ele precisou trabalhar numa tamancaria para ajudar a família. Aos 11 anos, empregou-se como prático de farmácia, passando a tocar tarol na Banda Lira de Orion, onde quase todos os músicos eram seus parentes. Em 1940, mudou-se para Niterói RJ com a família, continuando a trabalhar em farmácia e passando a estudar música à noite, com o flautista amador Joaquim Fernandes. Por essa época começou a frequentar no Rio de Janeiro os programas de rádio dos flautistas Dante Santoro e Benedito Lacerda, e com uma flauta de segunda mão iniciou suas apresentações em programas de calouros, conseguindo tirar um primeiro lugar no programa de Ari Barroso. Antes de formar sua própria banda, participou de vários grupos: em 1946, integrou o conjunto de Ademar Nunes, na Rádio Sociedade Fluminense; em 1947 entrou para o conjunto de César Moreno, na Rádio Tamoio e Rádio Tupi; e em 1948 passou a fazer parte do conjunto de Rogério Guimarães, na Rádio Tupi. No ano seguinte gravou na Star seu primeiro disco, Flauteando na chacrinha, choro de sua autoria. Em 1950 formou seu conjunto para tocar na Rádio Guanabara, onde permaneceu até maio de 1951, quando foi convidado para integrar o Regional do Canhoto, substituindo Benedito Lacerda. O regional tocava na Rádio Mayrink Veiga e acompanhava, em gravações, cantores como Orlando Silva, Vicente Celestino, Sílvio Caldas e outros. Apareceu em 1951 no filme Mulher do Diabo (direção de Milo Marbisch), e formou em 1955 a bandinha de Altamiro Carrilho, com ele à flauta ou flautim, e mais acordeon, Trompete, clarineta, tuba, bateria e pratos. Um ano depois, a bandinha já gravava seu maxixe Rio antigo, que fez grande sucesso. De 1956 a 1958 a bandinha ganhou prestígio e popularidade com seu programa Em Tempo de Música, na TV Tupi. Em 1957 deixa o Regional do Canhoto, sendo substituído por Carlos Poyares. Na década de 1960 passou grandes períodos excursionando pelo exterior: em 1963 apresentou-se em Portugal, Espanha e França; em 1964, na Inglaterra (onde gravou para a B.B.C.), Alemanha, Líbano e Egito; em 1966 na U.R.S.S; em 1968 no México, onde ficou uma ano e em 1969 nos Estados Unidos. Com a redescoberta do choro a partir da década de 1970, tornou-se um dos mais requisitados flautistas, como solista e acompanhante em gravações de choro e samba tradicional. Apesar de ser músico popular tocou, em novembro de 1972, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Concerto em Sol, de Mozart. Tocando vários tipos de flauta, tem mais de 20 discos no Brasil, além de outros na Itália, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, México e muitas outras gravações com cantores e interpretes do mundo.